Um milionário estéril com apenas um mês de vida adotou três meninas trigêmeas que estavam vivas…

Vamos ao parque onde o papai costumava nos levar aos domingos. Tem aquela casinha onde podemos nos esconder até decidirmos o que fazer. As três saíram correndo pela calçada, ainda de mãos dadas, seus vestidos floridos esvoaçando atrás delas como bandeiras idênticas. Passaram correndo por pedestres que mal notaram três meninas. Uma cena comum o suficiente para não levantar suspeitas imediatas. A cidade noturna era um labirinto de luzes, sons e perigos que elas estavam apenas começando a compreender, mas o laço entre elas oferecia uma segurança que nenhum refúgio físico poderia proporcionar.

“Papai ficaria orgulhoso de nós”, disse Iris entre suspiros, agarrando-se firmemente às mãos das irmãs. “Estamos cumprindo nossa promessa, não é?” Viraram uma esquina e depois outra, afastando-se cada vez mais do hospital a cada passo. O plano improvável estava funcionando, pelo menos por enquanto, mas a liberdade recém-conquistada trazia seus próprios desafios. O céu, antes claro, começava a se fechar com nuvens escuras e carregadas. O vento aumentava, trazendo consigo o inconfundível cheiro de chuva iminente. As trigêmeas sabiam que precisavam encontrar abrigo logo antes que a tempestade chegasse.

“Está ficando frio”, observou Laya, sentindo Iris estremecer levemente ao seu lado. “Temos que chegar ao parque antes que chova.” No entanto, a distância que parecera curta quando caminhavam de mãos dadas com o pai agora parecia muito maior para suas pernas cansadas. As ruas se tornaram menos familiares à medida que caminhavam, os pontos de referência se confundindo na escuridão crescente. Isabel, geralmente confiante em seu senso de direção, começava a duvidar se estavam no caminho certo.

O medo de estarem perdidas agravava o esgotamento físico e emocional daquele dia terrível. "Acho que devíamos ter virado na última rua", admitiu Isabel, parando por um instante para tentar se orientar. Tudo parece diferente à noite. Ao longe, o som de sirenes começou a ecoar pela cidade. Não eram as sirenes comuns de ambulâncias ou carros de polícia atendendo a emergências rotineiras. Havia uma cadência diferente, mais lenta e metódica, que as meninas instintivamente associaram à busca por elas.

O sistema havia sido ativado e agora todo o aparato de assistência social estava mobilizado para encontrar as três órfãs fugitivas. "Eles estão nos procurando", sussurrou Iris, com o medo evidente em sua voz trêmula. "Eles vão nos encontrar e nos separar." Laya apertou a mão da irmã com mais força, tentando demonstrar uma confiança que não sentia completamente. Seu coração batia forte no peito, tanto pelo esforço físico quanto pelo medo, mas ela sabia que precisava parecer forte pelo bem das três.

Era o papel que ela assumira mesmo ao lado do leito de morte do pai, e não podia falhar agora. "Eles não vão nos separar", afirmou Laya com determinação feroz. "Vamos continuar andando. O parque deve estar logo ali." As primeiras gotas de chuva começaram a cair, grandes e pesadas, anunciando a tempestade que se aproximava. Em questão de minutos, a garoa se transformou em um aguaceiro que encharcou as roupas leves das meninas. Seus cabelos, cuidadosamente trançados pelo pai naquela manhã em um gesto cotidiano de amor que agora parecia pertencer a outra vida, grudavam em seus rostos, molhados pela chuva e pelas lágrimas que não conseguiam mais conter.

“Ali!” exclamou Isabel de repente, apontando para uma área mais escura à frente. “É o parque. Reconheço aquela entrada.” Com energia renovada, as trigêmeas correram em direção ao grande portão de ferro que marcava a entrada do parque municipal. Durante o dia, o lugar estava cheio de famílias e crianças brincando, mas à noite, sob a chuva torrencial, estava completamente deserto. Os postes de luz mal iluminavam os caminhos sinuosos entre as árvores, criando sombras que dançavam ameaçadoramente. Em outras circunstâncias, nenhuma delas teria tido coragem de entrar ali sozinha, mas juntas encontraram a bravura necessária.

“O parquinho fica do outro lado, perto do lago”, lembrou Iris, semicerrando os olhos para enxergar através da cortina de chuva. “Será que conseguiremos chegar lá antes de ficarmos completamente encharcadas?” Elas caminharam pelo parque, seus passos produzindo sons molhados na grama encharcada. O vento frio cortava seus vestidos leves, fazendo-as tremer incontrolavelmente. Os fragmentos do medalhão guardados em seus bolsos pareciam mais pesados ​​agora, como se carregassem não apenas as lembranças do pai, mas também a responsabilidade da promessa que lhe fizeram.

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