Do lado de fora, ela conseguia ver o pátio externo do hospital e, além dele, a rua e a liberdade. "Vai dar certo", sussurrou Isabel, seu tom calculista transmitindo confiança às irmãs. "Eu te ajudo a subir e depois você me puxa do outro lado." Laya assentiu, ajudando Iris a subir primeiro no vaso sanitário. Por ser a mais leve e ágil das três, Iris conseguiu passar pela abertura estreita com relativa facilidade, embora seu vestido tenha ficado preso por um instante na moldura da janela.
Do lado de fora, ela agarrou o parapeito e saltou para o gramado lá embaixo, aterrissando de joelhos, mas levantando-se rapidamente. Isabel segurou a mão de Laya, apoiando-a enquanto ela ia em seguida. "Rápido", insistiu Isabel, ouvindo passos distantes no corredor. "Acho que eles estão voltando." Laya se espremeu pela janela com mais dificuldade do que Iris, seu corpo um pouco mais robusto exigindo contorções desajeitadas para passar pela abertura estreita. Por um momento aterrador, ela ficou presa pela cintura, mas com um puxão determinado, conseguiu se libertar, aterrissando ao lado de Iris no gramado.
Imediatamente, as duas se posicionaram debaixo da janela, estendendo os braços para ajudar Isabel a sair. Isabel, a última a escapar, tinha acabado de subir no vaso sanitário quando ouviu a maçaneta da porta da frente girar. Sem tempo para hesitar, ela se jogou pela janela com força, ignorando o arranhão do metal enferrujado em seus braços. Haya e Iris agarraram suas mãos, puxando com toda a força que seus pequenos corpos permitiam. Quando a porta do banheiro se abriu, Isabel já estava do lado de fora, apenas seus pés ainda visíveis na janela.
“Voltem aqui!” gritou a assistente social. Sua voz, normalmente controlada, agora soava estridente de alarme ao perceber tarde demais que eles haviam fugido. “Parem! Vocês não podem sair sozinhos.” Os trigêmeos não esperaram por mais nada. De mãos dadas, formando uma corrente inseparável, correram pelo pátio do hospital em direção à porta lateral que dava para a rua. Suas pernas curtas se moviam em perfeita sincronia, impulsionadas tanto pelo medo quanto pela determinação. Eles não sabiam para onde iriam ou como sobreviveriam, mas tinham absoluta certeza de uma coisa.
Elas ficariam juntas, cumprindo a promessa feita ao pai. "Não olhem para trás", instruiu Laya enquanto corriam, a voz rouca de tanto respirar. "Só continuem correndo, não soltem as mãos uma da outra." Atrás delas, podiam ouvir a crescente confusão. Vozes alarmadas chamavam pela segurança. Passos apressados ecoavam pelo pátio, ordens eram gritadas. A assistente social havia acionado o alarme, e agora todo o hospital sabia da fuga das três órfãs idênticas, mas as meninas já haviam chegado à porta lateral, usando seu tamanho pequeno para se espremer pela estreita abertura nas grades, sem serem vistas pelos guardas na entrada principal.
"Para onde vamos?" perguntou Iris quando se viram na calçada. O mundo adulto, de repente, parecia vasto e ameaçador ao redor delas. "Nunca saímos sozinhas antes." Isabel, rapidamente se orientando, apontou para uma rua lateral menos iluminada. Seu cérebro analítico estava a todo vapor, processando informações e elaborando estratégias de sobrevivência. Ela sabia que precisavam se afastar o máximo possível do hospital antes que as buscas se intensificassem, mas também precisavam encontrar abrigo para a noite que se aproximava. "Por ali", decidiu, puxando as irmãs para a direita.
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