Existem experiências na vida que transformam fundamentalmente quem você é. Momentos que dividem sua existência em um claro antes e depois, com um abismo intransponível entre eles.
Para uma mãe, essa linha divisória surgiu no que parecia ser uma manhã de quinta-feira comum, dois anos depois de ter enterrado sua única filha.
Ou pelo menos era o que eu pensava.
Aprendendo a Sobreviver ao Insuportável:
A perda da filha a obrigou a aprender habilidades de sobrevivência que ela nunca desejou possuir. Habilidades para lidar com dias que pareciam impossíveis de suportar. Técnicas para respirar em meio a uma dor tão intensa que era sentida fisicamente.
Ela achava que já tinha vivido o pior momento da sua vida. O dia do funeral de Grace, que tinha apenas onze anos.
Ela estava ao lado de um pequeno caixão, recebendo condolências de pessoas cujas palavras se misturavam num ruído sem sentido. Observou enquanto baixavam sua filha à terra, sentindo como se uma parte de si mesma também estivesse sendo enterrada.
Os meses seguintes transcorreram em meio a uma névoa que a deixava quase sem energia. Cada manhã exigia um esforço tremendo apenas para sair da cama. As tarefas mais simples a deixavam sobrecarregada.
Seu marido, Neil, cuidou de todos os assuntos práticos durante aquele período terrível. A papelada do hospital. Os preparativos do funeral. As inúmeras decisões que tiveram de ser tomadas enquanto ela vivia envolta numa névoa de tristeza tão densa que mal conseguia enxergar através dela.
Ele havia lhe dito que Grace tinha sido declarada com morte cerebral. Que não havia esperança de recuperação. Que a melhor opção era deixá-la partir em paz.
Ela assinou os formulários sem realmente lê-los, com as mãos trêmulas e a visão turva pelas lágrimas. Confiou em Neil para lidar com o que ela não conseguia.
Eles não tinham outros filhos. Grace era sua única filha, seu mundo inteiro concentrado em uma pessoa preciosa.
Ela havia dito a Neil que não suportaria perder outro filho. Que eles nunca mais tentariam. O risco de sentir aquela dor duas vezes parecia impensável para ela.
Dois anos de falso luto.
Dois anos se passaram nessa realidade alterada.
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