As palavras dela se tornaram uma tábua de salvação. Enquanto a arrastavam para longe, Silas mal conseguia piscar. Não era um adeus. Era um apelo.
Janette foi levada para um centro de detenção em Baton Rouge. Ofereceram-lhe um acordo. Se admitisse ter administrado acidentalmente uma substância a Silas enquanto limpava e alegasse negligência, seria libertada em liberdade condicional. Se recusasse, seria acusada de tentativa de homicídio. Ela olhou fixamente para o nada.
Ele pegou o papel e rasgou-o ao meio.
"Não. Não vou mentir", disse ele. "Não tenho medo da verdade."
Os guardas zombaram dela. Esperavam que ela desabasse. Naquela noite, em uma televisão no saguão, uma reportagem mostrou Tiffany do lado de fora de um hospital. Ela usava óculos escuros e conversava com repórteres.
"Não permito visitas", disse ela. "Silas está em um estado irreversível. É hora de aceitar o destino."
Irreversível. O sangue de Janette gelou. Ela se lembrou de algo. Quando chegou para limpar o salão de baile naquela tarde, Silas havia deixado cair algo entre as almofadas. Ela viu o celular dele deslizar pela fresta do sofá. Ele devia tê-lo escondido de propósito antes de fingir a queda.
Se houvesse provas, elas estariam lá.
Janette fugiu do centro durante a troca de turno, escapando por uma doca de carga. A chuva encharcava as ruas. Ela conseguiu que o Sr. Franklin Ruiz, seu antigo vizinho, lhe desse uma carona em sua velha caminhonete. Ele a levou até Nova Orleans, onde ela conheceu a Sra. Delilah Cain, uma enfermeira aposentada que lhe devia um favor. Eles disfarçaram Janette com um uniforme de hospital e óculos.
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