Um milionário desmaia enquanto testa sua noiva... mas a faxineira revela uma verdade chocante.

A chuva batia forte contra as janelas imponentes da mansão Beaumont, na periferia norte de Nova Orleans, Louisiana, onde mansões repousavam adormecidas atrás de portões de ferro e jardins impecavelmente cuidados. Lá dentro, lustres de cristal cintilavam e música clássica ecoava pela sala de estar, abafada pelo vento tempestuoso. Silas Beaumont, um magnata da tecnologia admirado em todo o país, estava descalço no piso de mármore de seu salão particular. Era conhecido por seus investimentos, seus eventos beneficentes e um sorriso que parecia esculpido por um artista, mas seu coração estava aflito.

Ele ajeitou os punhos da camisa e fitou seu reflexo no vidro. Seus próprios olhos o encaravam de volta, repletos de dúvida. Durante meses, as pessoas sussurravam que sua noiva amava mais sua riqueza do que sua alma. Ele ignorara os rumores. Acreditava na lealdade. Acreditava em ver o melhor nas pessoas. Mesmo assim, a suspeita o envolvia como uma névoa.

Ele murmurou para si mesmo: "Você já fingiu estar quebrado, só para descobrir quem tentaria te reconstruir?" Apenas a tempestade respondeu.

Ele praticava prender a respiração e desmaiar no chão, num gesto controlado. Seu personal trainer, um ex-ator de teatro, o ensinara a manter os músculos relaxados e imóveis. Hoje, ele planejava fingir um desmaio. Na véspera do casamento. Se Tiffany Monroe, a loira deslumbrante que usava diamantes como se fossem ar, estivesse realmente preocupada, demonstraria medo e devoção. Silas precisava saber disso antes de entregar seu coração e os acordos pré-nupciais escondidos atrás de envelopes formais.

Ela não esperava o amargor que subiu à sua garganta. Tinha um gosto metálico e cortante. Quando a taça de vinho escorregou de suas mãos e se estilhaçou no mármore, ela pensou que era o sinal. Seus joelhos fraquejaram. Seu corpo caiu no chão com um baque surdo.

Ela tentou piscar, mas suas pálpebras pareciam de pedra.

Perto dali, o som de saltos vermelhos ecoou. Tiffany surgiu em seu campo de visão, que se reduzia cada vez mais. Ela se erguia sobre ele como uma deusa de gelo, seu batom combinando com os sapatos. Ela girou o vinho na taça e apenas o observou lutar contra a própria vontade.

"Finalmente", sussurrou ela com uma voz suave como seda. "O espetáculo acabou."

Silas tentou se levantar, mas seus músculos se recusaram. Sentiu a paralisia envolvê-lo, percorrendo suas veias como veneno. O pânico o dominou. Ele havia ensaiado a imobilidade por cinco minutos. Não havia ensaiado a perda de controle. Isso não fazia parte do plano.

Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.