Ele estava desesperado.
E pessoas desesperadas fazem coisas terríveis enquanto dizem a si mesmas que não têm outra escolha.
Naquela noite, Carl me encontrou novamente no jantar.
Ele não perguntou se podia se sentar. Simplesmente sentou-se na cadeira em frente à minha, como se nos conhecêssemos há anos.
"Robert", disse ela suavemente, "estive pensando em você."
Engoli em seco, inquieta. "Em mim?"
"Você não está aqui para relaxar", disse ele. "Você está aqui por outro motivo. Ou está fugindo de algo, ou está planejando algo."
Aquelas palavras me chocaram profundamente. Meus dedos se apertaram em torno do garfo.
O olhar de Carl permaneceu firme, impassível, sem demonstrar qualquer emoção. Simplesmente paciente.
Por um instante, pensei em mentir de novo. Mas mentir está quase me matando agora. E algo no rosto de Carl me dizia que ele não reagiria com incredulidade ou pena. Ele parecia um homem que entendia que a vida pode se tornar cruel sem aviso prévio.
“Carl”, eu disse lentamente, “você já descobriu uma traição tão profunda que mudou a sua maneira de ver tudo?”
Seu olhar suavizou. "Sim."
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