Walter contava histórias sobre seu serviço militar, o conserto de caminhões, suas pescarias e sua esposa, Margaret, a quem amava há mais de cinquenta anos.
Sempre que ele a mencionava, sua voz se suavizava.
"Margaret conseguia fazer qualquer um rir", disse ele. "Até eu."
E por um tempo, esqueci que estava atuando.
PARTE 2
As visitas de domingo continuaram.
As semanas se transformaram em meses.
Aconteceu algo inesperado.
Walter deixou de se sentir motivado pelo trabalho.
Ele se tornou alguém que eu amei.
Ela se lembrava de tudo que eu lhe contava: minhas provas, os longos turnos da minha mãe, os tratamentos do Noah e as pequenas preocupações que eu tentava minimizar com um sorriso.
Certa tarde, ele perguntou: "Como está seu irmão?"
Fiquei paralisado por um segundo.
Então percebi que já tinha lhe contado tudo.
Não porque eu fosse obrigado.
Porque eu confiava nele.
"Ela está tendo uma semana difícil", admiti.
Walter apertou minha mão.
"Ele tem sorte de ter você."
Essas cinco palavras quase me destruíram.
