Emma suspirou, levantou-se e saiu.
Passei anos observando sua recuperação, e depois de uma noite, tudo pareceu desmoronar.
Ela queria acreditar que Brandon havia mudado, por ela.
***
Tudo começou com cartas. Escritas à mão, uma vez por semana, que se esgueiravam pela caixa de correio aos domingos.
"Ela não está infringindo nenhuma lei, mãe. Ela está escrevendo em um papel. Minha filha não deu importância. Disse que ia ignorar."
Ela os leu até se cansar.
“Você sempre pensa no pior.”
Depois, chegou um livro que Emma havia mencionado de passagem na escola, deixado na varanda sem nenhum bilhete. Em seguida, seu bolo favorito de uma padaria a duas cidades de distância, ainda quente.
Minha filha jogou fora as três primeiras cartas, mas leu a quarta. Encontrei-a sentada à mesa da cozinha com a carta aberta entre as palmas das mãos.
“O Brandon se lembrou da torta de pera”, disse ela. “Da excursão. Eu mencionei isso uma vez no ônibus, mãe.”
"Querido…"
“Ela disse que anotava tudo o que ele me dizia, para saber exatamente por que ele precisava se desculpar”, interrompeu Emma.
Minha filha jogou fora os três primeiros cartões.
Eu a vi dobrar a carta, lenta e cuidadosamente, como se o papel pudesse ser danificado.
Na sexta carta, Emma já as guardava na gaveta ao lado da cama. Ele levou um mês para concordar em tomar um café com ela.
"Ele não pede nada", disse-me ela na defensiva quando encontrei uma. "Ele simplesmente escreve."
—Jovens que não querem nada não escrevem toda semana.
Minha filha insistiu que não estava se machucando.
—Ele não pede nada.
***
Sarah observava tudo do balanço em sua varanda.
