"Rapazes problemáticos não se transformam em bons homens. Não em poucos anos", insistiu ela. "Emma está desesperada para que seu antigo perseguidor a veja."
Eu sabia que ele tinha razão. Só não sabia o que fazer.
***
No segundo mês, Emma já estava respondendo às mensagens de Brandon. No terceiro, eles já estavam jantando juntos.
Ela me contou que ele abria portas para ela, puxava cadeiras para ela e beijava sua testa como se ela fosse feita de porcelana.
Sarah observava tudo do balanço em sua varanda.
***
Oito meses depois, Brandon a pediu em casamento!
Emma me ligou do restaurante, ofegante, rindo em meio às lágrimas.
"Ele disse que eu era a pessoa mais corajosa que ele já havia conhecido!"
Apertei o telefone contra o peito até conseguir manter a voz firme.
"Que maravilha, querida."
Desliguei o telefone e fiquei um tempo na cozinha. Fiquei pensando em como os olhos de Brandon sempre se voltavam para mim, e não para Emma, toda vez que eu a beijava na bochecha.
Como se eu estivesse olhando para um placar.
Apertei o telefone contra o meu peito.
***
Na noite do jantar em família, arrumei os pratos com as mãos trêmulas.
Brandon chegou vestindo uma jaqueta cinza e carregando uma garrafa de vinho que eu não podia comprar.
"Lucy", disse ele, cortando um pedaço de frango. "Você criou uma mulher incrível!"
O nome dele me atingiu como uma pequena pedra, dita com força. Na varanda, ela era a Sra. Carter. Agora era Lucy, e ele queria que eu sentisse a degradação. Consegui esboçar um leve sorriso.
Emma pegou na mão dele por baixo da mesa.
