Essa estratégia fiscal se baseia na “consciência ativa” dos custos externos associados ao uso do tabaco. Autoridades governamentais argumentam que os altos impostos são necessários para compensar os gastos exorbitantes que o Estado arca com o sistema público de saúde, especificamente no tratamento de doenças respiratórias crônicas, doenças cardiovasculares e vários tipos de câncer. Ao encarecer cada vez mais o hábito, o governo cria um impedimento econômico “absoluto”, principalmente para a população mais jovem, que é mais sensível às flutuações de preços. Dados sugerem que cada aumento significativo de preço é seguido por uma queda mensurável nas vendas, reforçando a crença do governo de que o poder de compra é a porta de entrada mais eficaz para a mudança de comportamento.
No entanto, esse ambiente de alta tributação não está isento de desafios. A grande diferença de preços entre a França e alguns de seus vizinhos levou a um aumento nas compras transfronteiriças e à persistência de um mercado ilícito. Em resposta, o governo francês intensificou suas campanhas de conscientização e reforçou a vigilância nas fronteiras. O objetivo é garantir que a transparência em relação ao custo do tabaco não seja burlada por alternativas mais baratas e contrabandeadas. Para as autoridades francesas, manter a integridade do sistema de preços é tanto uma questão de segurança nacional quanto de saúde pública.
Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.
