"Sim", eu disse. "Eu também tenho orgulho de você."
Ajudei-a a trocar de roupa e preparei um chocolate quente com marshmallows em excesso. Ela sentou-se à mesa da cozinha, segurando a caneca com força.
"Você acha que ele vai trazer de volta?", perguntou ela. "Eu disse a ele onde moramos."
“Não sei, querida. Mas talvez nos surpreenda.”
"Talvez", disse ele suavemente.
Naquela noite, depois que Eli adormeceu, toquei no gancho vazio perto da porta. As chaves de Darren, seu chapéu, seu casaco e, depois de sua morte, o guarda-chuva de Eli, estavam todos pendurados ali.
"Eu sei que você teria orgulho dele", sussurrei. "Mas mesmo assim eu queria que aquele guarda-chuva voltasse para casa."
Três manhãs depois, abri a porta da frente para pegar o jornal e deixei cair minha xícara de café. Ela se estilhaçou na varanda.
O café quente espirrou no meu tornozelo, mas eu mal percebi.
Tudo o que eu conseguia ver era meu jardim, cheio de guarda-chuvas abertos.
Quarenta e sete deles.
Estavam dispostas em fileiras organizadas, desde a caixa de correio até o bordo. Debaixo de cada guarda-chuva havia uma pequena caixa branca com um número pintado na tampa.
Numerados de 1 a 47.
"Mãe?" Eli gritou atrás de mim.
Ele saiu para a varanda descalço, com os cabelos despenteados em todas as direções.
"Cuidado!" avisei. "Deixei cair meu copo. Não pise no vidro."
"O que é isto?", perguntou ele.
