Cada um foi cuidadosamente etiquetado com a caligrafia caprichada de Lily.
“Abra quando você não conseguir sair da cama.”
“Abra no seu aniversário.”
“Abra quando você estiver bravo(a) comigo.”
“Abra quando você esquecer como é a minha voz.”
Minha visão ficou turva pelas lágrimas.
Em cima, repousava um pequeno gravador.
Peguei-o com cuidado, meus dedos tremendo tanto que quase o deixei cair.
Por um segundo, fiquei apenas olhando para aquilo. Depois, apertei o play.
“Oi mamãe… se você está ouvindo isso, significa que eu não pude ficar tanto tempo quanto esperávamos.”
Era a voz de Lily. Suave, familiar, dolorosamente real.
Ouvir isso me atingiu como uma onda gigante.
Fiquei sem ar tão repentinamente que pensei que fosse desmaiar.
