O depósito ficava espremido entre uma lavanderia e uma loja de ferragens abandonada. Eu já havia passado por ele inúmeras vezes sem nunca prestar atenção. Minhas mãos tremeram novamente enquanto eu destrancava a unidade.
A porta de metal subiu com um ruído estridente.
À primeira vista, parecia vazio. Depois, meus olhos se ajustaram e notei fileiras de caixas empilhadas ordenadamente contra a parede do fundo.
Cada uma delas tinha meu nome escrito na frente.
Meus joelhos quase cederam.
Estendi a mão para a primeira caixa e hesitei antes de abri-la.
Lá dentro havia cartas — dezenas de cartas escritas à mão.
