Pela primeira vez em semanas, eu sabia exatamente o que precisava fazer.
Naquela noite, Judy me ajudou a trazer todas as caixas para casa.
Desta vez, não fizemos tudo às pressas.
Li várias cartas e chorei na maioria delas. Mas uma em particular me fez rir.
Judy ficou até mais tarde e me abraçou forte na porta.
"Liga para mim."
"Sim, eu vou", prometi.
E, pela primeira vez, eu estava falando sério.
Na manhã seguinte, acordei cedo.
Por um instante, não entendi o porquê. Ainda me restavam duas semanas de férias do trabalho. Então, notei uma das cartas de Lily em cima do meu criado-mudo.
“Abra quando não conseguir sair da cama.”
Peguei o celular e li a doce mensagem de bom dia dela, desejando-me um dia produtivo e feliz.
Então, coloquei-o de volta no lugar com cuidado.
"Vou me levantar", sussurrei.
E eu fiz.
A antiga escola de Lily estava exatamente igual.
