“Eu te conheço”, ela continuou gentilmente. “Você provavelmente não sai do apartamento a menos que seja necessário. Você não atende o telefone. Então, escute… preciso que você faça algo para mim.”
Balancei levemente a cabeça, já me sentindo sobrecarregada.
“Você não pode parar de viver só porque eu não estou aqui. Então, aqui está o plano. Você vai voltar à minha escola e conversar com a bibliotecária. E você vai trabalhar como voluntária lá.”
Franzi a testa em meio às lágrimas e olhei para Judy.
“Sempre tem uma criança sentada sozinha lá dentro”, disse Lily baixinho. “Alguém que se sente invisível. Eu já vi isso acontecer.”
Sua voz suavizou-se ainda mais.
“Vá encontrar um deles, mãe. Ajude-os. Do jeito que você sempre me ajudou.”
Lágrimas escorriam pelo meu rosto.
A tela piscou brevemente.
“E mãe… não faça isso por mim.”
Um pequeno sorriso surgiu em seu rosto.
“Faça isso porque você ainda está aqui.”
Então o vídeo terminou.
Ficamos sentados ali em silêncio.
"Acho que ela acabou de planejar meu próximo passo", eu disse baixinho.
Judy sorriu suavemente. "Parece a Lily."
Assenti com a cabeça lentamente.
