O que acontece ao corpo após a remoção da vesícula biliar? 3 doenças que podem surgir posteriormente: evite a cirurgia, se possível.

Primeiramente, qual é a função da vesícula biliar?

Antes de analisarmos as consequências de sua eliminação, vamos entender sua função.

A vesícula biliar é um pequeno órgão em forma de pera localizado abaixo do fígado. Sua principal função é armazenar e concentrar a bile, um fluido digestivo produzido pelo fígado que ajuda a decompor as gorduras.

Como funciona:   Quando você ingere uma refeição rica em gordura, a vesícula biliar se contrai, liberando um fluxo concentrado de bile no intestino delgado (duodeno). Essa bile emulsiona as gorduras, tornando-as mais fáceis de digerir e absorver.

Quais outras funções a bile desempenha?   A bile também ajuda a eliminar o colesterol e os resíduos do organismo. Possui propriedades antibacterianas que contribuem para a manutenção da saúde digestiva.

O problema:   Quando a vesícula biliar é removida, a bile fica sem reservatório. O fígado continua a produzi-la (entre 400 e 800 mililitros por dia), mas em vez de ser liberada em jatos concentrados quando se ingerem gorduras, ela passa a gotejar continuamente no intestino delgado.

Imagine uma mangueira de jardim sem bico. Antes da cirurgia, havia um mecanismo de ativação. Ao apertá-la (ingerindo gordura), saía água (bílis). Após a cirurgia, a mangueira flui constantemente. Baixa pressão. Gotejamento contínuo.

Essa alteração afeta a digestão de maneiras que muitos pacientes desconhecem.


As 3 doenças que podem surgir após a remoção da vesícula biliar

Deixe-me explicar as consequências mais comuns a longo prazo.

1. Síndrome pós-colecistectomia (SPC)