Eu jamais imaginei que o recém-nascido que encontrei perto de uma lata de lixo um dia me chamaria ao palco — 18 anos depois.

Eu o abracei sem pensar, apertando-o contra o peito como se o instinto me lembrasse de algo que minha mente ainda não havia assimilado.

E naquele momento — parada no chão frio do banheiro com um bebê que havia sido abandonado — percebi que algo havia mudado para sempre.

Porque, pela primeira vez em anos…
alguém precisava de mim.

Por mais que ele tivesse sido deixado ali, alguém havia se dado ao trabalho de garantir que ele estivesse o mais confortável possível. Ele não havia sido ferido. Ele apenas fora deixado ali, esperando que alguém o salvasse.

Havia um bilhete escondido no cobertor:

“Eu não consegui. Por favor, cuide dele.”

“Meu Deus”, sussurrei. “Meu amor, quem poderia ter te deixado para trás?”

“Eu não consegui. Por favor, cuide dele.”

Ele não respondeu, é claro, mas seus punhos pequeninos se fecharam com mais força. Meu coração disparou. Eu o abracei e o envolvi na minha blusa. Minhas mãos estavam molhadas e ásperas. Meu uniforme cheirava a água sanitária, mas nada disso importava.

"Eu te protejo", eu disse, pegando-o delicadamente no colo. "Você está seguro agora. Eu te protejo."

A porta do banheiro rangeu ao se abrir atrás de mim. Um homem parou na entrada. Era um caminhoneiro — alto, de ombros largos. Tinha olheiras profundas, como se não dormisse bem há dias.

"Você está seguro agora. Eu te protejo."

Seus olhos se fixaram no embrulho em meus braços.

"Isso é... um bebê?", perguntou ele, com a voz embargada.

"Sim", respondi rapidamente, ajeitando a toalha em volta do menino. "Ele estava no vão atrás da lixeira. Preciso que você ligue para o 190 agora mesmo. Só estou tentando aquecê-lo um pouco."

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